Motorola Qualcomm ThyssenKrupp Nivea Sun Ágora Senior HSBC Embraer Home Vivo Brasil
Início | Fique por Dentro | Perguntas mais Freqüentes

O BARCO

Quais são as medidas do Brasil 1?

As medidas do Brasil 1 são mantidas em sigilo, mas nosso veleiro se enquadra na regra Volvo 70, criada para esta edição da Volvo Ocean Race.

As especificações são as seguintes:

Comprimento máximo de até 21,5 metros
Largura de 4,7m a 5,7m
Altura do mastro (sobre a água) de 31,5m
Calado (sob a água) de 4,5m
Peso entre 12,5 e 14 toneladas
Área máxima da vela mestra de 175 m²
Área máxima da vela de proa de 180 m²
Área máxima da vela balão de 500 m²

Se existem especificações técnicas para os barcos VO70, por que alguns barcos reagem diferente dos outros?

Os barcos na Volvo Ocean Race pertencem a uma mesma classe, mas não são iguais. Largura e formato do casco, por exemplo, são únicos para cada embarcação.

Por isso, dependendo das condições enfrentadas, os barcos ABN Amro, projetados pelo argentino Juan Kouyoumdjian, são mais ou menos velozes do que os desenhados por Bruce Farr, projetista do Brasil 1 e de outros três barcos na competição.

A velocidade de cada barco depende ainda do tipo de vela usada e do tempo que cada time teve para testar ou descobrir quais são as melhores para cada situação.

Qual é a velocidade máxima que um VO 70 pode atingir? O que o faz tão rápido?

Os VO 70 foram projetados para velejar a 35 nós. Contudo, a expectativa é de que ultrapassem essa marca durante esta edição da Volvo Ocean Race.

Esses veleiros são tão rápidos porque, além de usarem o que existe de mais moderno em termos de design, tecnologia e matérias disponível na indústria náutica, contam com a quilha basculante na parte submergível do barco.

O que é e qual a função da quilha basculante?

A quilha garante estabilidade ao barco. Nos VO 70, elas são basculantes, ou seja, podem ser movidas lateralmente, a ângulos de até 40 graus. Com uma quilha basculante, a força do vento para adernar um barco, ou "entortá-lo", tem de ser maior. Com isso, os VO 70 permite o uso de velas muito maiores do que, por exemplo, as embarcações com as antigas quilhas fixas.

Como é possível para o VO70 velejar acima da velocidade do vento?

A tecnologia dos novos veleiros foi desenvolvida para que eles sejam máquinas extremamente rápidas. Isso significa que o formato, a técnica de construção e os materiais usados convergem para o melhor rendimento dos barcos na água, aproveitando não só o vento, mas a força das ondas e o movimento da inércia.

Trocando em miúdos, o VO 70 aproveitam o que existe de mais moderno na indústria naval e, graças a sua aerodinâmica, são considerados os monocascos mais velozes do planeta.

Qual o benefício em se usar, nos barcos, fibra de carbono em vez de madeira?

A fibra de carbono é mais leve e mais resistente, características essenciais para barcos de competição.

Quantas velas podem ser usadas simultaneamente num VO70?

Os VO 70 velejam normalmente com duas velas, a principal e a de proa (frente do barco). A vela na proa pode ser uma genoa, um pouco menor, ou uma vela balão, que pode chegar a até 500 m².

Qual o total de velas permitida às equipes e qual a utilidade de cada uma delas?

Cada barco pode carregar a cada etapa um total de 11 velas, além de quatro velas de temporal. Durante toda a competição, uma equipe não deve ultrapassar o número de 24 velas usadas.

Os tipos de velas são os seguintes: mestra (vela principal), genoa (vela de proa usada no contravento), storm trysails e storm jibs (velas de proa utilizadas em ventos muito fortes ou como estabilizadores no vento em popa), Reaching Headsails (genoa específica para contravento folgado) e balões (para ventos em popa e través).

De que maneira são feitos os reparos do barco quando ele está em movimento?

Durante as etapas, os barcos só passam por reparos extremamente necessários. Os materiais usados para isso são os mesmos que os utilizados nos consertos em terra, mas tudo é feito em um espaço muito menor e em condição bastante precária.

Na primeira etapa, por exemplo, Stuart Wilson teve de costurar uma vela dentro do Brasil 1. Já o concorrente Ericsson, na fase final da perna, sofreu um dano na quilha basculante, na parte submersa do barco. A peça foi presa numa posição segura, mas o veleiro seguiu com a capacidade bastante reduzida.

O Brasil 1 e os outros barcos da regata têm motor para o caso de alguma emergência?

Sim. Todos os VO 70 possuem um motor, usado apenas para manobrar o barco nos portos, por exemplo. Durante a competição, o motor é lacrado pela organização.

Sob quais condições de vento o Brasil 1 reage melhor?

O barco está bem em todas as situações de vento. O time espera render melhor do que os barcos ABN em ventos fracos ou de proa. O barco é bem marinheiro e está bastante equilibrado.

Com que espécie de equipamentos eletrônicos a tripulação conta a bordo do Brasil 1?

A tripulação conta com uma mesa de navegação completa, com radares, bússolas, GPS, além de telefones e computadores com acesso à internet via satélite (acesso que é restringido para atender as regras da competição).

A TRIPULAÇÃO

Como é escolhida a tripulação dos barcos?

A escolha dos tripulantes do Brasil 1 foi baseada em capacidade, potencial, experiência, além de afinidade. Os brasileiros, por exemplo, são provados nas classes olímpicas, embora não tivessem histórico de participações em regatas longas. Os estrangeiros trazem para o time justamente a rodagem em provas de extensa duração.

Há limite para substituições da tripulação dos barcos? O comandante pode ser substituído?

As Instruções de Regatas determinam que sejam de seis a dez tripulantes a bordo ou 11, no caso de tripulação exclusivamente feminina. Não há nenhuma referência em relação a troca na tripulação, porém, existem várias outras regras a serem consideradas na ocasião de uma eventual substituição de tripulante.

Um exemplo é a seguinte regra: " ao menos 50% da tripulação que iniciar uma perna da regata deverá ter participado e sido aprovado na qualificação da regata ou ter participado anteriormente de uma perna já corrida".

O que faz a equipe de terra quando o barco está atracado?

A equipe de terra é responsável pela manutenção do barco em todos os aspectos. É ela quem faz a lavagem após as etapas, o conserto de uma peça quebrada ou a reforma de outra que pode dar mais rendimento ao barco.

Existe alguma estrutura de apoio médico no barco?

Cada barco deve ter dois enfermeiros, capazes de fazer atendimentos de emergência, como suturas ou reduções de fraturas. Além disso, a Volvo Ocean Race disponibiliza, por telefone, um médico 24 horas por dia para qualquer tipo de consulta.

O que a tripulação do Brasil 1 faz e come durante as etapas?

Os turnos no Brasil 1 são de 4 ou 6 horas. Quando um membro da equipe não está velejando, ele está comendo ou descansando. A comida é sempre desidratada e os sabores são variados.

Como são divididos os turnos da tripulação? Qual são as funções desempenhadas por cada tripulante?

Os velejadores são divididos em quatro funções, que estão sempre no convés: líder do turno, timoneiro, proeiro e regulador de vela. A cada duas horas, dois novos tripulantes entram no turno e dois descem para descansar. Normalmente, comandante e navegador não fazem parte dos turnos, mas participam das manobras.

A tomada de decisões é função do comandante, com o auxílio dos outros tripulantes. Por exemplo: o navegador fornece informações sobre condições climáticas, enquanto os outros velejadores relatam sobre o rendimento do barco no momento.

A REGATA

Como funciona o sistema de pontuação na Volvo Ocean Race?

A pontuação ao fim de cada etapa da Volvo Ocean Race 2005/06 é correspondente à ordem de chegada dos sete barcos (o primeiro recebe 7 pontos, o segundo, 6, assim sucessivamente até o último colocado, que soma 1 ponto).

Uma novidade desta edição é a In-port Race, uma regata curta disputada no início de cada perna. Cada equipe também tem autonomia, durante a etapa, para fazer o percurso que melhor lhe convier, mas deve passar por portões pré-estabelecidos pela organização da regata. A ordem de chegada da In-port Race e de passagem nos portões contam pontos na classificação geral da regata - exatamente a metade dos pontos obtidos na ordem de chegada. (3,5 para o primeiro colocado, 3,0 para o segundo e assim sucessivamente).

A título de exemplo, se um barco chegar em segundo na In-port Race (3 pontos), passar em primeiro no portão pré-estabelecido (3,5 pontos) e terminar a perna em terceiro lugar (5 pontos), ele somara 11,5 pontos no final daquela etapa.

Na primeira perna, de Vigo, na Espanha, a Cidade do Cabo, na África do Sul, o barco Ericsson foi o primeiro na In-port, 3,5 pontos, segundo no portão de Noronha, mais 3 pontos, e completou a perna e quarto, mais 4 pontos. Por isso, tem 10,5 pontos e está em segundo na classificação geral, empatado com o Brasil 1, que passou em segundo na In-port (3 pontos), terceiro em Noronha (2,5 pontos) e completou a perna na terceira posição (5 pontos).

Na Volvo Ocean Race, existe uma rota pré-definida para os barcos seguirem?

Não existe uma rota pré-definida. Mas a obrigatoriedade de passar pelos portões de pontuação acaba padronizando a escolha das rotas.

Quanto em quilômetro é uma milha náutica?

Uma milha náutica e equivalente a 1,852 km.

Os barcos sabem as posições dos barcos adversários?

A cada seis horas, os velejadores recebem as informações de localização de todos os concorrentes.

Os barcos recebem as mesmas informações meteorológicas ou podem procurar o que estiver disponível, por exemplo, na internet?

Todos os dados meteorológicos disponíveis vêm do pacote meteorológico que a organização envia a cada seis horas. O acesso à internet é restringido pelas regras da organização e o uso para esse fim é vedado.

Barcos danificados e que tiverem de se afastar da corrida têm que completar a perna ou podem desistir, participando da seguinte? O que isso implica?

Barcos danificados podem atracar em um porto para consertar as avarias e, mais tarde, voltar para a competição. Se os reparos forem demais complicados para que o veleiro volte a tempo de completar a perna, a equipe pode abandoná-la e voltar na seguinte. Essa situação foi observada na primeira etapa, com Piratas do Caribe e movistar. Ambos não conseguiram completar a perna, mas receberam um ponto por terem largado. Já o Sunergy ficou dois dias ancorado na Ilha da Madeira fazendo reparos, após a tempestade da largada, e depois seguiu para a África, chegando em quinto lugar.


Home . Política de Privacidade
Criado e gerenciado por Addcomm